Isto foi escrito já há alguns dias... mas segue agora por aqui.
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Grata surpresa hoje, ao abrir meu email e ver uma mensagem de meu irmão com o assunto "Vamos?". Parecia um flashback de um email do André Biaggio (SuperDrive), quando ia fazer sua excursão pelo Nordeste e tocaria com o Vamos nordestino.
Logo pensei que seria mais alguma das piadas deste meu irmão que costuma espalhar entre suas correntes de amigos. Mas não... Era um convite para o show do Yo La Tengo em Variety Playhouse ("Alana" City), que aconteceria no dia 19 de setembro.
A ligação entre irmãos (mesmo à distância) é eterna. Algumas lembranças parecem que também são. O rock é eterno e nos deixa eternos também entre nossos queridos.
Respondi ao email, dizendo “você passa em casa ou quer que te pegue aí na sua?”... sonhando.
Yo La Tengo foi (e é) uma grata e maravilhosa e calma surpresa. A que precisava após um carro quebrado no meio na rodovia D. Pedro I (esta é a vida real). E é agora minha trilha sonora neste momento de paz.
“I see a bech.. the waves pounding against the shore. A beautiful girl, her heart beating against her breast. I see a tall, handsome man. Now I see It! Now I see It! I can hear the roar of the Ocean. And finally I can hear the Music of love. I can hear the heart beating as one.”
P.S.: Dia 17 de outubro, pra quem estiver por lá tem Dinosaur Jr.
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Wry em Campinas - Bar do Zé | Palmas para eles!
Desculpem-me os demais grupos de rock do Brasil, alguns que amo tanto, mas não há nada hoje sendo produzido por uma banda brasileira que possa ser comparado à qualidade musical e de produção artística do Wry.
Voltando às origens, de seus primeiros anos de estrada, o Wry está a um passo, ou melhor dizendo, com os dois pés fincados no shoegaze o que lhe faz merecer palmas e mais palmas. Palmas por encontrar a linha musical da banda e a origem de sua existência - quando eu os vi pela primeira vez, eles tocavam com suas camisas de listrinhas -; palmas por atingirem uma qualidade musical invejável.
O Wry não é apenas uma banda do Brasil que foi tocar em Londres. Eles foram um dos primeiros que tiveram coragem de ir com a cara e coragem para lá, permanecendo por sete anos. E se não atingiram o tal do sucesso mainstream almejado por alguns, conquistaram experiência suficiente para lapidar seu som com produtores e influências do melhor do rock britânico.
Por isso, até havia pensando em começar este texto com o título "Quem não tem Ride, caça com Wry", fazendo uma certa brincadeira com o ditado popular, pois a sensação que tive no show da banda sorocabana no último sábado em Campinas (15/08) foi essa, de que estava num show do Ride. Mas isso soou de certa forma depreciativo para o que realmente queria dizer. Como disse anteriormente, eles não são mais uma banda que foi tocar em Londres... Hoje eles são uma banda do mundo.
Quem tiver o privilégio de assistir ao show deles vai ouvir algo ensurressedor com Mário gigante no palco, cantando e tocando como um rockstar, conversando com a plateia feliz da vida por estar ali e ao mesmo tempo entrando em transe quando os timbres das guitarras atingem um efeito sonoro que pode ser confundido com uma viagem intergalática.
Com o mesmo efeito Luciano dedilha com delicadeza as cordas de sua guitarra, que expõem eterna doçura em detalhes sonoros que podem fazer uma pessoa sentir a mais profunda das dores da alma ou do coração... [ Aqui peço uma desculpa especial a Luciano, por nunca ter prestado muita atenção em sua forma de tocar, e, só neste dia, me deparei com um guitarrista preciso em cada nota ] ...E ele demonstra essa dor quando fecha seus olhos e sente cada nota que sai por meio de seus movimentos, sejam eles com uma palheta, sejam com as cerdas de um arco de violino (!!!).
Chokito, o baixista da banda, não estava presente - ficou resolvendo algumas pendências em Londres - mas foi substituído à altura por W27, que, não diferente dos demais, estava em plena catarse.
E o show não teria sido completo se Renato Bizar não estivesse de volta à banda. O mais insandecido dos bateristas estava lá com toda sua força fazendo o complemento, de certa forma antagônico e irônico, às músicas feitas para balançar a cabeça olhando para o chão, viajar pelo espaço e amar com muita paixão. A great heart experiencie...
Vejam aqui um momento do show gravado Por Rafael Martins.
Entrevista com Wry - publicada em abril de 2009.
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O que é tentar tocar em Londres por Kid Vinil
Em 2001 ou 2002 (já não me lembro ao certo) fiz uma entrevista com Kid Vinil pro DoneZine (na época produzido em papel) e entre as perguntas estavam as seguintes:
O Wry está na Inglaterra e tem outras bandas do Brasil também por lá. O que vocês acham de banda brasileira tentar um mercado lá fora?
Kid Vinil - Não é fácil. Eu sei a dificuldade que eles estão enfrentando. Se eles caem nas graças de algum crítico, de algum jornal tipo New Music Express tudo bem, aí a vida muda. Até cair nas graças e no “hype”, isso é muito difícil. Acho que a gente poderia dar o exemplo do Maria Angélica... o Fernando Naporano foi pra lá tentar e não conseguiu cair nas graças de ninguém.
Mas aqui no Brasil eles até tinham alguma “graça”, pro público brasileiro eles eram bem conceituados na época, não?
Kid Vinil – É exatamente. É esse que é o problema, se eles ficarem todo um tempo e não conseguirem conquistar ninguém, não adianta tocar em pub ou qualquer lugar. Esse circuito não chega a lugar nenhum. Tem que sair no New Music Express, tem que conhecer os jornais... que nem o Drugstore... a Isabel Monteiro caiu nas graças dos caras. Eu lembro que ela lançou o primeiro compacto e eu vi no Melody Maker “Compacto da Semana”. Nossa! Uma brasileira! Eu fiquei entusiasmadíssimo. “Nossa! Meu deus do céu! Uma brasileira saindo como compacto da semana!”. Eu fiquei desesperado querendo saber o que é que era, e o Fernando Naporano, que estava morando lá, me mandou o disco. Aí todo disco que ela lançava era disco da semana, disco do mês... É incrível que a crítica na época abraçou a banda e isso a ajudou crescer. Mas se isso não tivesse acontecido, nada teria acontecido, como muitas bandas foram para lá e nada aconteceu. O problema é cair nas graças. É uma puta máfia, como é aqui também. Mas a tentativa é válida. Vale a experiência. Tomara que eles consigam cair na graça desses jornalistas, porque é a única maneira de você conseguir “sobreviver” lá.
Voltando às origens, de seus primeiros anos de estrada, o Wry está a um passo, ou melhor dizendo, com os dois pés fincados no shoegaze o que lhe faz merecer palmas e mais palmas. Palmas por encontrar a linha musical da banda e a origem de sua existência - quando eu os vi pela primeira vez, eles tocavam com suas camisas de listrinhas -; palmas por atingirem uma qualidade musical invejável.
O Wry não é apenas uma banda do Brasil que foi tocar em Londres. Eles foram um dos primeiros que tiveram coragem de ir com a cara e coragem para lá, permanecendo por sete anos. E se não atingiram o tal do sucesso mainstream almejado por alguns, conquistaram experiência suficiente para lapidar seu som com produtores e influências do melhor do rock britânico.
Por isso, até havia pensando em começar este texto com o título "Quem não tem Ride, caça com Wry", fazendo uma certa brincadeira com o ditado popular, pois a sensação que tive no show da banda sorocabana no último sábado em Campinas (15/08) foi essa, de que estava num show do Ride. Mas isso soou de certa forma depreciativo para o que realmente queria dizer. Como disse anteriormente, eles não são mais uma banda que foi tocar em Londres... Hoje eles são uma banda do mundo.
Quem tiver o privilégio de assistir ao show deles vai ouvir algo ensurressedor com Mário gigante no palco, cantando e tocando como um rockstar, conversando com a plateia feliz da vida por estar ali e ao mesmo tempo entrando em transe quando os timbres das guitarras atingem um efeito sonoro que pode ser confundido com uma viagem intergalática.
Com o mesmo efeito Luciano dedilha com delicadeza as cordas de sua guitarra, que expõem eterna doçura em detalhes sonoros que podem fazer uma pessoa sentir a mais profunda das dores da alma ou do coração... [ Aqui peço uma desculpa especial a Luciano, por nunca ter prestado muita atenção em sua forma de tocar, e, só neste dia, me deparei com um guitarrista preciso em cada nota ] ...E ele demonstra essa dor quando fecha seus olhos e sente cada nota que sai por meio de seus movimentos, sejam eles com uma palheta, sejam com as cerdas de um arco de violino (!!!).
Chokito, o baixista da banda, não estava presente - ficou resolvendo algumas pendências em Londres - mas foi substituído à altura por W27, que, não diferente dos demais, estava em plena catarse.
E o show não teria sido completo se Renato Bizar não estivesse de volta à banda. O mais insandecido dos bateristas estava lá com toda sua força fazendo o complemento, de certa forma antagônico e irônico, às músicas feitas para balançar a cabeça olhando para o chão, viajar pelo espaço e amar com muita paixão. A great heart experiencie...
Vejam aqui um momento do show gravado Por Rafael Martins.
Entrevista com Wry - publicada em abril de 2009.
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O que é tentar tocar em Londres por Kid Vinil
Em 2001 ou 2002 (já não me lembro ao certo) fiz uma entrevista com Kid Vinil pro DoneZine (na época produzido em papel) e entre as perguntas estavam as seguintes:
O Wry está na Inglaterra e tem outras bandas do Brasil também por lá. O que vocês acham de banda brasileira tentar um mercado lá fora?
Kid Vinil - Não é fácil. Eu sei a dificuldade que eles estão enfrentando. Se eles caem nas graças de algum crítico, de algum jornal tipo New Music Express tudo bem, aí a vida muda. Até cair nas graças e no “hype”, isso é muito difícil. Acho que a gente poderia dar o exemplo do Maria Angélica... o Fernando Naporano foi pra lá tentar e não conseguiu cair nas graças de ninguém.
Mas aqui no Brasil eles até tinham alguma “graça”, pro público brasileiro eles eram bem conceituados na época, não?
Kid Vinil – É exatamente. É esse que é o problema, se eles ficarem todo um tempo e não conseguirem conquistar ninguém, não adianta tocar em pub ou qualquer lugar. Esse circuito não chega a lugar nenhum. Tem que sair no New Music Express, tem que conhecer os jornais... que nem o Drugstore... a Isabel Monteiro caiu nas graças dos caras. Eu lembro que ela lançou o primeiro compacto e eu vi no Melody Maker “Compacto da Semana”. Nossa! Uma brasileira! Eu fiquei entusiasmadíssimo. “Nossa! Meu deus do céu! Uma brasileira saindo como compacto da semana!”. Eu fiquei desesperado querendo saber o que é que era, e o Fernando Naporano, que estava morando lá, me mandou o disco. Aí todo disco que ela lançava era disco da semana, disco do mês... É incrível que a crítica na época abraçou a banda e isso a ajudou crescer. Mas se isso não tivesse acontecido, nada teria acontecido, como muitas bandas foram para lá e nada aconteceu. O problema é cair nas graças. É uma puta máfia, como é aqui também. Mas a tentativa é válida. Vale a experiência. Tomara que eles consigam cair na graça desses jornalistas, porque é a única maneira de você conseguir “sobreviver” lá.
quinta-feira, 11 de junho de 2009
domingo, 17 de maio de 2009
Novo clip do SuperDrive
Assistam e comentem... novo vídeo da banda SuperDrive:
http://www.youtube.com/watch?v=wK_SUQyCq14
http://www.youtube.com/watch?v=wK_SUQyCq14
Marcadores:
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segunda-feira, 20 de abril de 2009
Caro amigo Kurt Cobain
Isso era para estar publicado no dia 8 de abril... mas a telefônica parace que foi atacada.. ou então fez caca mesmo na minha rede.. mas tudo bem.. tudo em paz agora.. vamos ao post...
Caro amigo Kurt Cobain,
desculpe a intimidade do "amigo", mas é que me sinto uma amiga depois de ouvi-lo por tanto tempo e por você ter feito parte da história da melhor época de minha/nossas vidas. Esta carta é para lhe prestar uma homenagem... não sei se adequada o suficiente perto da sensação e sentimentos que você e sua banda fizeram brotar em nossos corações adolescentes de 17 anos, quando sua guitarra entoava smell like teen spirit ou lithiun ou todas as outras.
Eu realmente desejo que esteja bem... e que esses quinze anos que se passaram (e nos quais jamais esquecemos de quão importante foi sua música para a história) sem você possam servir como um momento de reflexão, principalmente para alguns jornalistas e produtores musicais que, depois de sua morte nesta terra, sempre quiserem se aparecer como os "descobridores" do novo Nirvana, do novo "Hype" do rock´n´roll e que, logicamente, não conseguiram. : )
Fique em paz...
Caro amigo Kurt Cobain,
desculpe a intimidade do "amigo", mas é que me sinto uma amiga depois de ouvi-lo por tanto tempo e por você ter feito parte da história da melhor época de minha/nossas vidas. Esta carta é para lhe prestar uma homenagem... não sei se adequada o suficiente perto da sensação e sentimentos que você e sua banda fizeram brotar em nossos corações adolescentes de 17 anos, quando sua guitarra entoava smell like teen spirit ou lithiun ou todas as outras.
Eu realmente desejo que esteja bem... e que esses quinze anos que se passaram (e nos quais jamais esquecemos de quão importante foi sua música para a história) sem você possam servir como um momento de reflexão, principalmente para alguns jornalistas e produtores musicais que, depois de sua morte nesta terra, sempre quiserem se aparecer como os "descobridores" do novo Nirvana, do novo "Hype" do rock´n´roll e que, logicamente, não conseguiram. : )
Fique em paz...
Caminho para Atlanta (USA)
domingo, 5 de abril de 2009
Entrevista Wry | Novos discos e de volta ao Brasil
Esta entrevista já era para estar publicada aqui há algum tempo, mas por motivos de forças do espaço não foi possível... agora segue pra vocês algumas palavras de Mário, vocalista do Wry, sobre os novos trabalhos e sobre alguns dos próximos projetos da banda que está de volta ao Brasil, dessa vez para ficar.
Primeiro, gostaria de saber como foi gravar o National Indie Hits, as novas músicas dos novos discos e também como foi interpretar Jesus and Mary Chain na coletânea do Club AC30...
Gravar o NIH foi maravilhoso, porém turbulento, coisa louca. Primeiro que começamos ele com a bateria do Renato sendo gravada em dois dias, pois na segunda seguiríamos para o Brasil pra turnê Wry em Chamas, do Flames in the Head. Depois voltamos pra Inglaterra e o Renato por motivos particulares teve que deixar a banda e logo receberíamos convites pra fazer uns shows maiores com bandas famosas de lá e por isso, entrou na banda o André. Com ele já começamos a fazer Whales and Sharks o EP que fez a gente assinar com a ClubAC30 de lá e logo em seguida já começamos a compor todos esses que ainda saem este ano de 2009 por aqui.
No meio de tudo ainda arrumamos um tempinho pra se dedicar ao National Indie Hits. Foi um parto duríssimo, mas valeu a pena. Em outubro vocês poderão ter a oportunidade de ouvi-lo.
Mas a maior parte do tempo era principalmente dedicada aos lançamentos inéditos: Whales and Sharks, She Science e The Long-Term Memory of an Experience que foi quando usamos tudo que aprendemos e juntos com a experiência de Jon Hassuike, nosso produtor, fizemos belas músicas, as quais vocês podem ouvir metade pela internet, em qualquer site onde encontre Wry
[http://wrynow.blogspot.com/
http://www.myspace.com/wrymusic
http://pt.wikipedia.org/wiki/Wry]
Do NIH tem alguma música em especial que você desde o início do projeto tenha pensado "esta tem que entrar de qualquer jeito"? Vocês tiveram que correr atrás de direitos autorais para poder gravar ou as bandas liberaram sem problemas?
Quem está correndo atrás dos direitos autorais é o Leo Bigode, da Monstro. Quanto às músicas, todas tivemos um carinho super especial. O que posso dizer é que Precious Love da Low Dream foi a música que inspirou a fazer toda a compilação, então ela não poderia faltar.
Dos discos novos, o que podemos esperar? Quando devem sair? Quem está produzindo?
Quem produz é o Jon, eu e Luciano (guitarrista do Wry). She Science sai agora e The Long-Term Memory of an Experience sai em julho. Podem esperar músicas mais lindas com muita melodia e emoção. É a tradução perfeita da saudade e das expectativas da volta ao Brasil misturadas com minha paixão pelas coisas importantes da vida como o amor e a Ciência.
Por que resolveram voltar para o Brasil? E me explique melhor o que é essa paixão pela Ciência.
Estava na hora. Estava lindo por lá, estávamos nos dando bem. Tínhamos nossa noite que virou legal, inclusive agora a Goonite Club acontece em quatro bares de Londres, mas passamos a bola para Márcio Custódio, nosso grande amigo de lá. Além de tudo isso, tínhamos trabalhos legais e relacionados a música. Fazíamos o que fazíamos aqui, mas a proposta era ficar cinco anos e não tenho o costume de fugir dos planos que traço.
Sobre a Ciência, já faz um bom tempo que a única revista que compro é a American Scientist. Adoro principalmente saber das notícias da Astronomia, adoro o espaço e sua imensidão. Adoro ler sobre cientistas e livros que costumo gostar de ler são tipo: Zen and the Art of Motorcycle Maintenance: An Inquiry into Values ou A Short Story of Nearly Everything escritas por pessoas que não são cientistas, mas são entusiastas do assunto. Sou novo nisso, não sei nada, mas eu adoro olhar pro céu por horas e horas e horas...
E quais os planos daqui em diante...
Pretendemos tocar bastante e voltar a organizar festivais e shows na cidade de Sorocaba. Quero também fazer shows beneficentes com o Wry. Outro plano é trazer um público diferente pra conhecer o trabalho da gente.
Foto by Stuart Nicholls (Rockarchive.com)
Primeiro, gostaria de saber como foi gravar o National Indie Hits, as novas músicas dos novos discos e também como foi interpretar Jesus and Mary Chain na coletânea do Club AC30...
Gravar o NIH foi maravilhoso, porém turbulento, coisa louca. Primeiro que começamos ele com a bateria do Renato sendo gravada em dois dias, pois na segunda seguiríamos para o Brasil pra turnê Wry em Chamas, do Flames in the Head. Depois voltamos pra Inglaterra e o Renato por motivos particulares teve que deixar a banda e logo receberíamos convites pra fazer uns shows maiores com bandas famosas de lá e por isso, entrou na banda o André. Com ele já começamos a fazer Whales and Sharks o EP que fez a gente assinar com a ClubAC30 de lá e logo em seguida já começamos a compor todos esses que ainda saem este ano de 2009 por aqui.
No meio de tudo ainda arrumamos um tempinho pra se dedicar ao National Indie Hits. Foi um parto duríssimo, mas valeu a pena. Em outubro vocês poderão ter a oportunidade de ouvi-lo.
Mas a maior parte do tempo era principalmente dedicada aos lançamentos inéditos: Whales and Sharks, She Science e The Long-Term Memory of an Experience que foi quando usamos tudo que aprendemos e juntos com a experiência de Jon Hassuike, nosso produtor, fizemos belas músicas, as quais vocês podem ouvir metade pela internet, em qualquer site onde encontre Wry
[http://wrynow.blogspot.com/
http://www.myspace.com/wrymusic
http://pt.wikipedia.org/wiki/Wry]
Do NIH tem alguma música em especial que você desde o início do projeto tenha pensado "esta tem que entrar de qualquer jeito"? Vocês tiveram que correr atrás de direitos autorais para poder gravar ou as bandas liberaram sem problemas?
Quem está correndo atrás dos direitos autorais é o Leo Bigode, da Monstro. Quanto às músicas, todas tivemos um carinho super especial. O que posso dizer é que Precious Love da Low Dream foi a música que inspirou a fazer toda a compilação, então ela não poderia faltar.
Dos discos novos, o que podemos esperar? Quando devem sair? Quem está produzindo?
Quem produz é o Jon, eu e Luciano (guitarrista do Wry). She Science sai agora e The Long-Term Memory of an Experience sai em julho. Podem esperar músicas mais lindas com muita melodia e emoção. É a tradução perfeita da saudade e das expectativas da volta ao Brasil misturadas com minha paixão pelas coisas importantes da vida como o amor e a Ciência.
Por que resolveram voltar para o Brasil? E me explique melhor o que é essa paixão pela Ciência.
Estava na hora. Estava lindo por lá, estávamos nos dando bem. Tínhamos nossa noite que virou legal, inclusive agora a Goonite Club acontece em quatro bares de Londres, mas passamos a bola para Márcio Custódio, nosso grande amigo de lá. Além de tudo isso, tínhamos trabalhos legais e relacionados a música. Fazíamos o que fazíamos aqui, mas a proposta era ficar cinco anos e não tenho o costume de fugir dos planos que traço.
Sobre a Ciência, já faz um bom tempo que a única revista que compro é a American Scientist. Adoro principalmente saber das notícias da Astronomia, adoro o espaço e sua imensidão. Adoro ler sobre cientistas e livros que costumo gostar de ler são tipo: Zen and the Art of Motorcycle Maintenance: An Inquiry into Values ou A Short Story of Nearly Everything escritas por pessoas que não são cientistas, mas são entusiastas do assunto. Sou novo nisso, não sei nada, mas eu adoro olhar pro céu por horas e horas e horas...
E quais os planos daqui em diante...
Pretendemos tocar bastante e voltar a organizar festivais e shows na cidade de Sorocaba. Quero também fazer shows beneficentes com o Wry. Outro plano é trazer um público diferente pra conhecer o trabalho da gente.
Foto by Stuart Nicholls (Rockarchive.com)
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