domingo, 24 de agosto de 2008

Momentos de catarse





Texto e fotos Rafael Martins
Os caras são de João Pessoa (Paraíba), mas agora residem na paulicéia desvairada (e isso não parece estar afetando negativamente sua música). Provavelmente passaram a vida toda ouvindo bandas que algum jornalista escreveu afirmando que mudaram aquilo, derrubaram isso ou inovaram naquilo. Enfim, daquelas que o comportamento era decisivo na postura, refletindo no discurso e na sonoridade. E o Zefirina Bomba acreditou em tudo e o pior/melhor faz o mesmo.
No show do Autorock, em 10 de agosto, não sei dizer o que foi mais visceral, se as músicas ou a forma como foram executadas. A certeza é que momentos de catarse foram proporcionados por esses sujeitos.
Pausa para tomar fôlego...
Ilsom larga seu violão aos pedaços com um captador tosco pelo chão e pisa em todos os pedais provocando uma microfonia dos diabos deixando todos com sorriso de orelha a orelha. O batera Guga, um blackpower com pinta de modelo da Forum, soca suas baquetas contra os tons e caixa e pratos com a maestria de um baterista de jazz louco de anfetamina. Martim, o baixista, parece alienado a tudo, como se estivesse em transe sem noção alguma do que estava ocorrendo. E mais...do nada, Beso, do Alcoóis (de Campinas mesmo), faz suas (já habituais) visitas aos palcos alheios e recita um poema de não sei quem...e mais...mais...Ilsom, novamente, não satisfeito com toda a zoeira sobe nos amplificadores e se pendura na enferrujada estrutura da velha estação de trem...e mais...mais...e mais...(pra quem ainda não havia gozado) ele volta e pula sobre o violão como uma criança enfurecida...e tudo isso ao som de Interstellar Overdrive, da fase lisérgica do Pink Floyd com Syd Barrett.

2 comentários:

Martim disse...

Olá, a gente agradece a resenha, só uma pequena correção a banda é de João Pessoa, Paraíba, e não Recife ok?
Abraços
Martim, Zefirina Bomba

Done Zine disse...

Martim, correção feita! OK? Desculpem o nosso equívoco. Abraços! Márcia Raele