segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Historinhas de Faith No More

Esta semana foi um aperto no coração atrás do outro.. Pin Ups na sexta (não fui), Sonic Youth, Primal Scream, Faith no More, Janes Adiction, etc, no sábado (não fui tbm). Todos eles já fui algum dia, alguns (muitos) anos atrás. Faith No More, duas vezes... a primeira, Rock´N´Rio II, Rio de Janeiro, 1991. Eu, então com 15 anos, tive que pedir autorização dos meus pais para viajar ao Rio de Janeiro - Vera, Stéphanie, serei eternamente grata a vocês por isso. "O que aquele ser saltitando no palco??!!". Óbvio, minha noção de shows de rock mudou muito após esse dia, acho que 20 de janeiro. Um tempo depois, com a febre FNM devidamente instalada no Brasil, lá estava eu novamente na fila do Olimpia (ou seria Olympia?). Não tão bom, quanto o primeiro mas devidamente bom. Mas ver ao show não bastava. Era preciso vê-los, falar com eles, pedir um autógrafo talvez... hehehe. E lá estávamos nós, eu, Stéphanie e Dani, saindo da Mooca de ônibus em direção ao hotel cinco estrelas onde eles estavam hospedados. Ficamos lá... lindas e saltintantes de ansiedade na porta esperando por uma luz no fim do túnel... e ela surgiu quando as portas da frente se abriram e de lá saíram todos os integrantes do então fenômeno FNM. Mike Patton, um tanto quanto blasé, não deu muita bola para as dezenas de fãs delirantes (nós, inclusive), que estavam à frente dele. Mas os outros foram bem simpáticos... conversaram, deram beijinhos, sorriram de verdade (baterista) comentando que estavam de saída, que iriam pegar um avião para o Rio de Janeiro. Grande dia... com certeza.. um inesquecível. Tudo bem que não pude vê-los novamente neste último fim de semana...os tempos são outros e a realidade idem... mas guardo esta lembrança e seus autógrafos como relíquia. É verdade... Eu sou fã de Faith No More, podem falar o que quiserem.
P.S.: e de Pin Ups, Sonic Youth e Janes Adiction também... :)

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Yo La Tengo | I can hear the heart beating as one

Isto foi escrito já há alguns dias... mas segue agora por aqui.
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Grata surpresa hoje, ao abrir meu email e ver uma mensagem de meu irmão com o assunto "Vamos?". Parecia um flashback de um email do André Biaggio (SuperDrive), quando ia fazer sua excursão pelo Nordeste e tocaria com o Vamos nordestino.

Logo pensei que seria mais alguma das piadas deste meu irmão que costuma espalhar entre suas correntes de amigos. Mas não... Era um convite para o show do Yo La Tengo em Variety Playhouse ("Alana" City), que aconteceria no dia 19 de setembro.

A ligação entre irmãos (mesmo à distância) é eterna. Algumas lembranças parecem que também são. O rock é eterno e nos deixa eternos também entre nossos queridos.

Respondi ao email, dizendo “você passa em casa ou quer que te pegue aí na sua?”... sonhando.

Yo La Tengo foi (e é) uma grata e maravilhosa e calma surpresa. A que precisava após um carro quebrado no meio na rodovia D. Pedro I (esta é a vida real). E é agora minha trilha sonora neste momento de paz.

“I see a bech.. the waves pounding against the shore. A beautiful girl, her heart beating against her breast. I see a tall, handsome man. Now I see It! Now I see It! I can hear the roar of the Ocean. And finally I can hear the Music of love. I can hear the heart beating as one.”

P.S.: Dia 17 de outubro, pra quem estiver por lá tem Dinosaur Jr.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Wry em Campinas - Bar do Zé | Palmas para eles!

Desculpem-me os demais grupos de rock do Brasil, alguns que amo tanto, mas não há nada hoje sendo produzido por uma banda brasileira que possa ser comparado à qualidade musical e de produção artística do Wry.

Voltando às origens, de seus primeiros anos de estrada, o Wry está a um passo, ou melhor dizendo, com os dois pés fincados no shoegaze o que lhe faz merecer palmas e mais palmas. Palmas por encontrar a linha musical da banda e a origem de sua existência - quando eu os vi pela primeira vez, eles tocavam com suas camisas de listrinhas -; palmas por atingirem uma qualidade musical invejável.

O Wry não é apenas uma banda do Brasil que foi tocar em Londres. Eles foram um dos primeiros que tiveram coragem de ir com a cara e coragem para lá, permanecendo por sete anos. E se não atingiram o tal do sucesso mainstream almejado por alguns, conquistaram experiência suficiente para lapidar seu som com produtores e influências do melhor do rock britânico.

Por isso, até havia pensando em começar este texto com o título "Quem não tem Ride, caça com Wry", fazendo uma certa brincadeira com o ditado popular, pois a sensação que tive no show da banda sorocabana no último sábado em Campinas (15/08) foi essa, de que estava num show do Ride. Mas isso soou de certa forma depreciativo para o que realmente queria dizer. Como disse anteriormente, eles não são mais uma banda que foi tocar em Londres... Hoje eles são uma banda do mundo.

Quem tiver o privilégio de assistir ao show deles vai ouvir algo ensurressedor com Mário gigante no palco, cantando e tocando como um rockstar, conversando com a plateia feliz da vida por estar ali e ao mesmo tempo entrando em transe quando os timbres das guitarras atingem um efeito sonoro que pode ser confundido com uma viagem intergalática.

Com o mesmo efeito Luciano dedilha com delicadeza as cordas de sua guitarra, que expõem eterna doçura em detalhes sonoros que podem fazer uma pessoa sentir a mais profunda das dores da alma ou do coração... [ Aqui peço uma desculpa especial a Luciano, por nunca ter prestado muita atenção em sua forma de tocar, e, só neste dia, me deparei com um guitarrista preciso em cada nota ] ...E ele demonstra essa dor quando fecha seus olhos e sente cada nota que sai por meio de seus movimentos, sejam eles com uma palheta, sejam com as cerdas de um arco de violino (!!!).

Chokito, o baixista da banda, não estava presente - ficou resolvendo algumas pendências em Londres - mas foi substituído à altura por W27, que, não diferente dos demais, estava em plena catarse.

E o show não teria sido completo se Renato Bizar não estivesse de volta à banda. O mais insandecido dos bateristas estava lá com toda sua força fazendo o complemento, de certa forma antagônico e irônico, às músicas feitas para balançar a cabeça olhando para o chão, viajar pelo espaço e amar com muita paixão. A great heart experiencie...

Vejam aqui um momento do show gravado Por Rafael Martins.

Entrevista com Wry - publicada em abril de 2009.

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O que é tentar tocar em Londres por Kid Vinil

Em 2001 ou 2002 (já não me lembro ao certo) fiz uma entrevista com Kid Vinil pro DoneZine (na época produzido em papel) e entre as perguntas estavam as seguintes:

O Wry está na Inglaterra e tem outras bandas do Brasil também por lá. O que vocês acham de banda brasileira tentar um mercado lá fora?
Kid Vinil - Não é fácil. Eu sei a dificuldade que eles estão enfrentando. Se eles caem nas graças de algum crítico, de algum jornal tipo New Music Express tudo bem, aí a vida muda. Até cair nas graças e no “hype”, isso é muito difícil. Acho que a gente poderia dar o exemplo do Maria Angélica... o Fernando Naporano foi pra lá tentar e não conseguiu cair nas graças de ninguém.

Mas aqui no Brasil eles até tinham alguma “graça”, pro público brasileiro eles eram bem conceituados na época, não?
Kid Vinil – É exatamente. É esse que é o problema, se eles ficarem todo um tempo e não conseguirem conquistar ninguém, não adianta tocar em pub ou qualquer lugar. Esse circuito não chega a lugar nenhum. Tem que sair no New Music Express, tem que conhecer os jornais... que nem o Drugstore... a Isabel Monteiro caiu nas graças dos caras. Eu lembro que ela lançou o primeiro compacto e eu vi no Melody Maker “Compacto da Semana”. Nossa! Uma brasileira! Eu fiquei entusiasmadíssimo. “Nossa! Meu deus do céu! Uma brasileira saindo como compacto da semana!”. Eu fiquei desesperado querendo saber o que é que era, e o Fernando Naporano, que estava morando lá, me mandou o disco. Aí todo disco que ela lançava era disco da semana, disco do mês... É incrível que a crítica na época abraçou a banda e isso a ajudou crescer. Mas se isso não tivesse acontecido, nada teria acontecido, como muitas bandas foram para lá e nada aconteceu. O problema é cair nas graças. É uma puta máfia, como é aqui também. Mas a tentativa é válida. Vale a experiência. Tomara que eles consigam cair na graça desses jornalistas, porque é a única maneira de você conseguir “sobreviver” lá.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Os bons morrem cedo...

Véio, sentiremos sua falta... mas a imagem
de você tocando jamais será esquecida...

sábado, 6 de junho de 2009

Tem documentário do Garage Fuzz chegando por aí...

http://www.youtube. com/watch? v=8s-fMWabCx8

domingo, 17 de maio de 2009

Novo clip do SuperDrive

Assistam e comentem... novo vídeo da banda SuperDrive:
http://www.youtube.com/watch?v=wK_SUQyCq14

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Caro amigo Kurt Cobain

Isso era para estar publicado no dia 8 de abril... mas a telefônica parace que foi atacada.. ou então fez caca mesmo na minha rede.. mas tudo bem.. tudo em paz agora.. vamos ao post...



Caro amigo Kurt Cobain,

desculpe a intimidade do "amigo", mas é que me sinto uma amiga depois de ouvi-lo por tanto tempo e por você ter feito parte da história da melhor época de minha/nossas vidas. Esta carta é para lhe prestar uma homenagem... não sei se adequada o suficiente perto da sensação e sentimentos que você e sua banda fizeram brotar em nossos corações adolescentes de 17 anos, quando sua guitarra entoava smell like teen spirit ou lithiun ou todas as outras.
Eu realmente desejo que esteja bem... e que esses quinze anos que se passaram (e nos quais jamais esquecemos de quão importante foi sua música para a história) sem você possam servir como um momento de reflexão, principalmente para alguns jornalistas e produtores musicais que, depois de sua morte nesta terra, sempre quiserem se aparecer como os "descobridores" do novo Nirvana, do novo "Hype" do rock´n´roll e que, logicamente, não conseguiram. : )
Fique em paz...


Caminho para Atlanta (USA)