sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Idéias, tentativas e atmosfera rocker | Autorock 2008

Nota do editor : embora um pouco atrasado, vai aqui uma explicação sobre o que é tudo isso , e o que vocês podem e poderão ler nos próximos dias...
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Por Rafael Martins
Estava de boa no happy hour do Bar do Zé com alguns amigos quando alguém na mesa comenta como estava boa a programação do mês no bar: Del-o-Max, Venus Volts, Radiare, No Class...No Class (???) – vai rolar o Autorock, tôma o flyer – diz à garçonete que quando sorri faz aquelas covinhas na bochecha.
Então pensei na hora: já faz uma cara que eu e a Marcinha estamos a fim de sugerir ao BDZ a aproveitar o MySpace de uma forma mais ampla, ao invés de limitar o espaço a um poste ou muro eletrônico para colar cartazes dos shows que irá rolar.
Por que não produzir matérias sobre as bandas que sobem ou não ao palco do bar e outros assuntos de cultura pop? E por que não começar com uma cobertura do Festival Autorock?Marcinha ficou tão eufórica quanto eu com a idéia, e em seguida começou a articular. Criamos um projeto e apresentamos ao Milton e ao Max que se demonstraram interessados. Infelizmente não conseguimos definir nada antes do inicio do festival.
Então, tudo que vermos e ouvirmos será postando aqui no Blog Done Zine, que está passando por um processo, digamos assim.. de revitalização.
Outro que curtiu a idéia foi o ET, um dos organizadores e baixista do Muzzarelas e Drakula, que ouvia as idéias em sua loja de CDs no centro de Campinas enquanto resolvia problemas de trotes telefônicos e tentava trocar um vinil de uma de suas bandas (no caso o Muzzarelas) por um outro que eu não me lembro qual com um cara todo arrumadinho, mas com uma camiseta desbotada do GBH.
Logo percebemos que precisaríamos ampliar a equipe, então chamamos a Natália que faz jornalismo comigo e o Raí que tocava guitarra no The Fortunetellers de Sorocaba, que acaba se mudar pra cá, além de produzir o zine A Corda. Definido isto começamos a nossa “cobertura” chegando depois do show do Oito Mãos que abriu o festival na ultima 5º na Livraria Cultura. E de cara já vamos esclarecendo a impossibilidade de ser online, mas com um forte desejo de buscar uma maneira diferente de cobrir o evento.Não sabemos se conseguiremos, mas tentaremos utilizar pontos positivos de técnicas jornalísticas mais tradicionais e jornalismo gonzo. Mas acima de tudo, tentaremos passar o tesão que é ver uma banda de rock em cima de um palco e a atmosfera de um festival. Salve Hunter Thompson. Salve Lester Bangs. Salve Joe Sacco. Sendo assim, aguardem matérias, entrevistas, fotos e vídeos. Mas não crie expectativa nenhuma.

Um comentário:

Disaster Man disse...

Opa! Achei bem legal a ideía de comentar a cena rocker independente e dependente de Campinas e região.

Já venho observando essa cena desde 1994 e posso dizer que tem bons e maus momentos. Daria para escrever um livro só sobre essa cena. (Quem sabe alguem já não escreveu?)

Lembrando que a cena é mutante como os seus frequentadores e agitadores.

Longa vida aos revolucionarios esquecidos das garages!