terça-feira, 26 de outubro de 2010

Alive!! Venus Volts, Wry, Messias

Faz tempo. Faz séculos, talvez milênios... não, não... foram apenas alguns meses, talvez um ano.. não sei ao certo, deu pra perceber... mas sometimes i get to feelling... é isso.. preciso mais que isso... nos anos 90 existiu um grupo de hardcore, em São Paulo, chamado Intense Manner of Living (IML), discípulos de Fugazi. Intenso. Vivo. É isso.
Esta não era para ser uma escrita de música... mas tudo corre pra ela. Então vamos a ela...
Nos últimos meses recebi alguns materiais para serem ouvidos, e os que mais gostei são (é verdade, estou bem atrasada com as notícias... mas vai lá):

1. Projeto Solo de Messias (brincando de Deus) > intenso, rebuscado, obra de arte. Três discos (CDs) em um compilado chamado “Escrever-me, Envelhecer-me, Esquecer-me". Acho que estamos na mesma idade e com sentimentos parecidos... escrever-me, envelhecer-me, esquecer-me. Resilence em http://messias.ning.com/page/download-1

2. Venus Volts > Quando todos comentavam que eles tinham acabado, eles surgem com algo... Intenso. “Venus Volts Is Dead?” ... So Alive.

http://www.rocknbeats.com.br/2010/07/22/venus-volts-lanca-album-oficial-pelo-rock-n-beats-baixe-gratuitamente

3. Wry > Saudoso. Choroso. Perfeito. Maravilhoso. Minha vida intensa. Evisceration > http://www.asteroid.art.br/wry/Wry_National_Indie_Hits_2010.zip

I just wanna stay alive!

domingo, 18 de julho de 2010

Muito velha para este novo rock´n´roll

Let´s get a happy... Buenas?
Quando criei o Done, em papel e já alguns anos, seu objetivo sempre foi o de falar apenas das bandas que gostava e que achava interessante divulgar. Nunca tive a pretensão de criá-lo para ser um espaço para crítica musical, algo já existente amplamente por este Brasil afora realizada por jornalistas culturais muito mais experientes e "sabidos" do que eu.
A idéia, portanto, era o objetivo primáro de um fanzine, assim, como o próprio nome diz "revista de fã". E assim foram várias as matérias e entrevistas publicadas.
Aqui mesmo neste espaço virtual também não houve grande comentários no tom crítico a algum trabalho que não tenha gostado. Mas hoje vou abrir uma exceção. Não para fala mal, mas sim para fazer um comentário.
Ganhei um convite para ir a festa do pessoal do Rock´n´Beats [muito obrigada! parabéns, festa bacana], no Bar do Zé, para assitir aos shows de The Name e The Holger.
Beleza...casa cheia, pessoal animado, e aí sobe The Name ao palco. Musicalmente perfeito. Baterista, um dos melhores que já vi nos últimos tempos. Mas, tudo, tudo, tudo muito previsível. A banda tem punch musical, mas o espírito rock´n´roll não mora ali. Também com a banda Holger - embora com uma variedade sonora um pouco mais afinada que a primeira. Em alguns momenos até me movi um pouco... mas não conseguiram me fazer sorrir [mês passado, no show do Human Trash, embora propostas diferentes, sorri do início ao fim - o espírito do rock mora com eles].
Como disse um amigo, "nunca saí de um show antes de terminar a última música, mas nestes ver a primeira e a última era a mesma coisa".
Tudo bem... o que minha opinião importa para bandas que estão sendo consideradas por mídias especializadas como a maior sensação musical do momento? Nada, é verdade.
Mas fica aqui um registro e um toque a essa nova geração "rock strokes". Tentem ver o espírito rock´n´roll em suas bandas. Aquele que faz você enxergar que tem pessoas tocando por máxima expressão de arte. Ou mesmo, como diria ET (Muzzarelas), apenas pela diversão e cerveja. Mas não aquele que apenas um e outro que toca super bem seus instrumentos, e que faz piadinhas forçadas no meio do show se achando rockeiro. Um show de rock é muito mais que tudo isso.

Talvez, muitos poderão dizer, já estou muito velha para este novo rock´n´roll. E é verdade.

(P.S.: Fui barrada ontem por um segurança 4x4 de entrar na pista de dança só porque as bandas estavam passando o som. Será que elas estão tão profissionais que não permitem se deixar ver nessa situação? Mas olha... já vi passagens de som de gente muito mais profissional e famosa que essas duas bandas... em bares ou em grandes casas de show (e como pessoa comum, do público/não como jornalista)... sei lá...coisas do rock moderno...rs)

terça-feira, 18 de maio de 2010

Messias faz show de lançamento em SP, amanhã (19/05)

Quem quiser conhecer ao vivo o trabalho solo de
Messias (vocalista da banda indie baiana brincando
de deus), pode começar pelo show de lançamento que acontece em
São Paulo (SP), amanhã (19/05), no
Studio SP.
Messias, que junto ao brincando de deus é uma das
pessoas referência dentro da história do indie rock
Brasil, foi ousado - lançou um cd triplo intitulado
"escrever-me, envelhecer-me, esquecer-me" (um
título para cada disco). Além de CD, o álbum também
poderá ser encontrado em MP3, CD,
vinil e cassete, com 32 músicas sob registro de
Creative Commons.
As composições (em português e inglês) foram formadas
a partir de paisagens sonoras e textos pessoais, mesclados
a gravações de estúdio, passagens em casa, no carro,
em bares da cidade ou via celular.
Diverso sem ser eclético, Messias faz uma tentativa pessoal:
conferir sofisticação a um coração lo-fi. Assim,
guitarras, programação, efeitos e cordas delineiam
seu trabalho atual.
Além de São Paulo, o show lançamento acontece
também em Belo Horizonte, no A Obra, dia 20/05, e
ainda em Salvador, dia 29, no Espaço Cultural da
Barroquinha.

Serviço:
São Paulo
19 maio 2010 de 21:00 a 23:00 – Studio SP

Belo Horizonte
20 maio 2010 de 18:00 a 19:00 – A Obra

Salvador
29 maio 2010 de 21:00 a 23:00 – Espaço Cultural da Barroquinha



30 anos sem você

Que a vida se torne vida, e que a essência de sua essência continue ecoando em nossos ouvidos através dos tempos, através da voz. Que Deus esteja te iluminando. Que o amor não nos separe mais...

Presente, passado e futuro do The Fall

O texto abaixo foi escrito por mim para o site Rock´N´Beats, e o reproduzo aqui também.
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Olhando uma imagem atual de Mark E. Smith, líder do The Fall em todos os sentidos, vejo em suas rugas o que podem o tempo e as drogas fazer com a aparência de uma pessoa. Mas não está estampada ali a genialidade que essa teve em sua vida de rock temperado a muitas, muitas drogas. Não estou aqui fazendo nenhuma apologia a elas (longe disso), mas não dá para falar de The Fall – uma das mais importantes bandas da história do rock da Inglaterra, mais precisamente Manchester -, sem associar sua crueza pós-punk e suas letras repletas de ironias e alucinações às centenas de anfetaminas, ácidos, entre outras, experimentadas.

É uma imagem de uma pessoa acabada, mas com um ar de deboche típico do Fall. É como se ele dissesse “Haha, seus otários! Eu continuo vivo, apesar de toda a merda que já fiz na vida. E melhor… fazendo rock como sempre fiz: cru, simples e perfeito”. São quase trinta álbuns em sua carreira inteira (quase um por ano de existência), que incluem centenas de regravações, reedições especiais, etc, etc, etc. Dizem que quem quiser acompanhar a discografia completa do Fall precisa ser rico e não ter o que fazer, pois é algo realmente gigante. E para aumentar esse número e estilo, o Fall chega em 2010 visceral e altamente energético com o álbum Your Future Our Clutter, lançado dia 26 de abril na Inglaterra, pela gravadora Domino (a mesma de The Kills e Arctic Monkeys).

Em tradução literal, “seu futuro, nossa confusão”, o título traz um Fall como se não tivesse saído dos anos 70 com gravações de fita cassete (bálsamo!), guitarras e riffs em repetição, baixões pesados, órgãos compondo a cena e o vocal “falado” de Mark E. Smith simples e eficiente. Assim são as músicas Showcase e Slippy Floor. Mas, pra confundir um pouco a referência, ao mesmo tempo traz elementos do rockabilly ou mesmo surf music (!!!), a origem do rock, vai!, em Cowboy George e Hot Cake.

Wheather Report 2 e Bury parts 1 & 3 são imperdíveis para quem quiser ter uma noção de como era o Fall nos anos 70. Bury é a segunda música do álbum, mas na verdade é uma música em três partes. Mas, mais verdade ainda: é a mesma música tocada três vezes, como uma espécie de “evolução”. A primeira é a música tirada diretamente de um cassete. A segunda parte, mais bem gravada em sua parte instrumental puramente (sem os vocais) e a terceira, a finalização, com ela completa e gravada com todos os seus devidos canais.

“Eu comecei essa música quando estava na cadeira de rodas e tinha acabado de quebrar minhas pernas…Então, ela é como ‘eu na cadeira de rodas’, eu ‘quase em pé’ e eu ‘de pé’ novamente”, comenta Smith, no site da gravadora.

Como visto, Mark E. Smith não é o tipo de cara que se abate facilmente. Em pé ou sentado, a genial simplicidade de suas músicas sempre vai existir e qualquer sacada ao redor pode virar letra. Como tem sido desde o tempo em que ele trabalhava nas docas de Manchester. Your Future Our Clutter dá a pista desse presente, e também do passado e futuro do Fall.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Sangue

Sangue... símbolo da essência humana. Fertilidade para uns, morte para outros. Ciclo da vida - purificação...

sábado, 24 de abril de 2010

mudança

Li esta semana a história de um certo cartunista, que já esqueci quem, comentando em entrevista à Folha de São Paulo que ouvir Nevermind do Nirvana mudou sua vida. Imagino de quantas pessoas também. Lembro que estava na casa da Dani ouvindo rádio no quarto do Gustavo, provavelmente a 89 FM (na época, uma rádio rock) e que Smells like teen spirit vibrou em nossos ouvidos e entrou em nossos corpos fazendo nos movimentar. Lembro do tapete colorido onde estávamos sentadas e que depois se tornou apenas apoio para nossos pés que saltavam de alegria.